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Zika Vírus - Posicionamento da Sociedade Brasileira de Analises Clinicas

Zika Vírus

O vírus Zika foi isolado pela primeira vez em primatas não humanos em Uganda, na floresta Zika em 1947, por esse motivo esta denominação. Entre 1951 a 2013, evidências sorológicas em humanos foram notificadas em países da África (Uganda, Tanzânia, Egito, República da África Central, Serra Leoa e Gabão), Ásia (Índia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Indonésia) e Oceania (Micronésia e Polinésia Francesa).
Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, 3.500 km do continente no início de 2014.Recentemente,2015,foram relatados caso no Brasil, atingindo primeiramente o Nordeste. Embora pesquisas ainda estejam sendo conduzidas, sabe-se que existe uma relação entre a infecção por zika na gravidez e malformações neurológicas como a microcefalia. No entanto nem toda a grávida que contraiu o zika terá um bebê com malformação.
Os testes laboratoriais para o Zika vírus estão divididos em dois grupos:
Pesquisa dos anticorpos – Por metodologia ELISA, Imunofluorescência indireta ou Imunocromatografia. Estes testes, quando pesquisam anticorpos IgM, caracterizam uma infecção aguda sendo detectáveis em média após 3 à 4 dias da infecção podendo permanecer até 12 semanas em alguns casos, enquanto que os que detectam anticorpos IgG caracterizam a fase pós infecção.As metodologias que pesquisam anticorpos podem apresentar resultados falso-positivos em razão da reação cruzada com outros vírus.
Pesquisa molecular – Estes testes detectam a presença do vírus através da metodologia PCR e são positivos apenas nos primeiros dias de infecção (em torno de 7 dias no sangue e 15 dias na urina). Após este tempo o resultados poderão ser negativos
Infelizmente estes testes ainda não tem cobertura pelos planos de saúde porque não constam do rol de procedimentos da ANS.
Recentemente a ANVISA liberou o registro (03/02) de kits para a pesquisa de anticorpos IgG ou IgM fabricados pela Euroimmun e dos testes para a pesquisa do vírus por PCR fabricados pela Quibasa/Bioclin.
Os Laboratórios, capacitados para isto, podem e devem realizar estes testes. A SBAC solicita que o Ministério da Saúde e a ANS agilizem o processo para viabilizar este acesso, tanto pelo SUS quanto pelos planos de saúde com a inclusão no rol. Entendemos ainda, que o rol de procedimentos é uma relação de exames de cobertura obrigatória o que não impede que outros exames tenham também a cobertura por decisão de cada operadora, em atenção aos seus segurados. Sugerimos ainda, que, enquanto não houver uma definição do Ministério da Saúde e da ANS, os laboratórios façam contato diretamente com os seus convênios na tentativa de acordar a forma de atender assim como a remuneração.
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